Our Fears

São as imagens que dão vida aos textos, e os textos que dão movimentos às imagens. E rodam todos como karaminholas na kuka da Krika.



sábado, 18 de fevereiro de 2006

Soprando esperanças

Soprando esperanças

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Deposite suas esperanças em cada semente que plantar.
Dê bons exemplos.
Aprenda enquanto ensina.
E tenha fé em Deus.

domingo, 12 de fevereiro de 2006

Não se agrada a Gregos e Troianos

Não se agrada a Gregos e Troianos

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terça-feira, 31 de janeiro de 2006

Forza Brasile!

Forza Brasile!

Il cuore è italiano ma la squadra è brasiliana (verde e gialla).

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sábado, 28 de janeiro de 2006

domingo, 22 de janeiro de 2006

Acordar

Acordar

O amor não é cor-de-rosa, mas pode acordar (a-cor-dar) os sentimentos mais delicados, com isso podemos decidir que cor dar aos nossos dias.

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sábado, 21 de janeiro de 2006

Violet in the window

Violet in the window

Open your window!

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sexta-feira, 20 de janeiro de 2006

sábado, 14 de janeiro de 2006

Eu e meus segredos

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Conto-os todos para Deus.

sábado, 17 de setembro de 2005

Voulez vous coucher avec moi ce soir?

Voulez vous coucher avec moi ce soir?


Abraça-me! Sussurra no meu ouvido o quanto vamos amarrotar os lençóis.

Eu o convido, fazendo biquinho: Voulez vous coucher avec moi ce soir (Gostaria de dormir comigo esta noite)?


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domingo, 2 de janeiro de 2005

Amigas?

Amigas?



Eram duas amigas a Maria e a Joana.

Toda vez que Joana, que tinha pernas maravilhosas, colocava um vestido ou saia, principalmente minissaia, Maria comentava que Joana tinha pernas finas.

Só que Joana sabia que tinha belas pernas e gostava de mostrá-las, não era nenhum tipo de exibicionismo, apenas se sentia bem fazendo-o. Mas, Maria continuava tecendo seus comentários inoportunos sobre as pernas finas de Joana, principalmente quando as duas ganhavam a companhia de mais alguém.

Até que Joana, que gostava muito de suas pernas, começou a evitar Maria quando vestia um dos seus vestidos ou saias. No fim, Joana se sentiu tão feliz com essa liberdade que experimentou, que não queria mais a companhia de sua amiga, antes inseparável, Maria.

terça-feira, 2 de novembro de 2004

A placa caída

A placa caída



Quando eu soube que estava grávida, fui invadida por um temor.

Sabia que minha vida mudaria, não me achei pronta para todas aquelas mudanças. Confesso, envergonhada, que quis me livrar do feto. Porém, não imaginas a alegria que me deu segurar o Lucas em meus braços após 4 horas de um parto difícil.

Pedi para ficar com meu bebê a sós, enquanto o amamentava, percorria sua pele macia e delicada com as pontas dos meus dedos. Como meu bebê era vermelho e tranqüilo.

Ainda é difícil pensar em doar as coisas do meu filho tão amado, cada vez que entro em seu quarto uma dor aguda atravessa meu coração.

Sinto falta do seu sorriso fácil, até do seu choro no meio da noite, e mais ainda dos seus primeiros passos, dele se apoiando na barra da minha saia, dizendo sua primeira palavra: “mamã”.

O meu Lucas era lindo, aquele sorriso maroto depois de estilhaçar meus vasos no chão, puxando as toalhas, me desmontava.

Nada tinha tanto valor para mim quanto seu sorriso.

Foi muito doloroso para mim, saber que meu filho foi atropelado, e ver seu pequeno corpo coberto por um lençol.
Tiveram que me separar do meu filho morto com violência, eles me sedaram. A minha melhor parte foi enterrada com o Lucas. Sobrou um vazio tão profundo na minha vida.

Eu não vi, mas noticiaram nos jornais, o motorista assassino tinha 16 anos, estava drogado, e atropelou primeiro a placa que indicava que haviam crianças, e devia circular devagar.

Ele atropelou mais do que a placa, ele atropelou meu filho, meu Lucas que tanto amei. O tal motorista arrancou o que eu tinha de mais precioso.



terça-feira, 12 de outubro de 2004

As borboletas

As borboletas

Foto de Salvatore Spano

“Livre agora. Não é a toa que o mundo parece um lugar melhor cada vez que conhece meu sorriso.” (Sabedoria da Mentira)

Um ensejo dito por outra pessoa como se fosse eu, que traduz muito de mim.

O sorriso que sempre foi minha marca floresceu, e com o passar de algum tempo, simplesmente desapareceu.

O mundo parecia não ter mais encantos, as torres ruíram, pessoas morreram, mulheres agarraram-se aos corpos de seus filhos desmembrados pelo terror. As pessoas deixaram de se entender.

Eu desliguei a TV, e fui dormir sobre as minhas lágrimas, não pela dor do mundo, mas pela minha dor tão menor e tão mais importante. Doíam todas as entranhas, mesmo que eu estivesse vazia.

Até que o Sol pela minúscula fresta da minha janela teimou em entrar, fustigando minha face molhada, cansada e desamparada. Levantei para ajustar as cortinas, e pela fresta avistei pequenas borboletas, eram azuis, amarelas, laranjas, brancas. E dançavam sobre as cinzas de um mundo destruído, convidando à reconstrução.

Senti-me imensamente egoísta. Se até as borboletas que morrem no esplendor de sua beleza festejam, por que eu haveria de morrer triste?


Foto de Claudio Calvani

Por que o mundo deveria morrer triste? Por que não deixar algo de sincero para lembrar a nossa existência? Por que não desafiar todos os nãos? E, por que não sorrir e deixar o mundo melhor, como fazem as borboletas?

domingo, 26 de setembro de 2004

O que é o amor?

O que é o amor?

Um sentimento de significados diferentes para cada um.
Um querer bem, uma vontade de proteger e afastar todo o mal.
É o carinho sem fim que uma mãe nutre por seu filho.
É o abraço no momento da dor.
É o beijo roubado e tímido.



Ames aquele que te tocas tão profundamente, que desejas mesmo em sonhos, partilhar com ele teus sentimentos e emoções.
Queiras ter filhos com ele, acordar e tê-lo ao alcance dos teus dedos, para encostar teu nariz na sua pele e sentir o perfume do suor do corpo que te amas.

Tenhas para ti a certeza que sua respiração sempre ofega quando celebram seu amor, tornando-os um só, envolvendo seus corpos e almas em uma névoa de respirações ofegantes, enxergues através dela seus sorrisos e o olhar de agradecimento por estarem mais uma vez juntos, partilhando suas essências.

Ames a ele tanto, que possas protegê-lo, envolvê-lo nos teus braços, e seguí-lo por todos os recantos do planeta, queiras partilhar com ele inclusive tuas idéias mais insignificantes.

Queiras ser sua amante, amiga, protetora, protegida, parte dele.

E sempre desejarão o mesmo: ser parte um do outro.

segunda-feira, 6 de setembro de 2004

Domingo no Parque

Domingo no Parque



Eu vejo corpos.
Corpos que movem para cá e para lá.
É o bebê que sorri na cestinha da bicicleta do pai, é o vovô que radicaliza nos patins, é a moça magra que passeia com seu cachorro igualmente magro, é o senhor que caminha com três cachorros que se enroscam nas cordinhas em que são levados, é o moço bonitinho que passeia na bicicleta, é a moça que corre.
São corpos magros, gordos, bonitos, feios e estranhos.
Mas são corpos que se movem.
Enquanto, dentro da minha imobilidade só posso observá-los.

terça-feira, 31 de agosto de 2004

O perdão

O perdão



Hoje ele me bateu novamente. Sempre que ele bebe, ele me bate.

Desde que mamãe morreu, que papai bebe e me bate. Deixei de ser sua filhinha amada, para ser uma imprestável.

Depois da bebedeira, quando ele vê o quanto me machucou, ele cai de joelhos e me pede perdão. Eu sei que ele está verdadeiramente arrependido, mas sei também que ele vai me bater novamente quando estiver embriagado.

Mas o perdão faz com que eu tenha esperança de que ele nunca mais vai beber.

Ainda lembro do sermão do Padre, sobre Jesus ter dito: "Acautelai-vos. Se teu irmão pecar contra ti, repreende-o; se ele se arrepender, perdoa-lhe. Se, por sete vezes no dia, pecar contra ti e, sete vezes, vier ter contigo, dizendo: Estou arrependido, perdoa-lhe" (Lucas 17:3-4).

quarta-feira, 11 de agosto de 2004

Meu ídolo

Meu ídolo



- Que gato!
- Deixa-me ver. Aí meu Deus, que homem lindo!
- Sou louca por ele.
- Eu também.
- Eu faria qualquer coisa por ele.
- Eu também.
- Já pensou nesse homem lindo, sussurrando meu nome no meu ouvido?
- Na verdade, pensei nele me beijando inteira.
- O que vocês duas estão fazendo, com essa revista em plena aula?
- Ih...
- Dê-me isso, e voltem ao seu dever. No fim da aula eu devolvo a vocês.
- Sim, professora.

terça-feira, 3 de agosto de 2004

As flores que você nunca me deu

As flores que você nunca me deu



Não tem graça deitar para dormir e não encontrar segredos deixados embaixo do travesseiro.

Se eu pudesse queimar este lugar que costumávamos chamar de lar, se você não tivesse me feito chorar, e tivesse contado porque está me deixando, não teria rasgado meu coração.

Ainda é difícil me livrar de suas lembranças, não porque você tenha me feito mais feliz, tenha me dado mais prazer do que os outros, mas porque você se plantou no meu coração, iludindo-me com suas mentiras bem engendradas.

Nem o cachorro do vizinho late como costumava latir.

Algum tarólogo disse que posso atraí-lo novamente, e irei encontrar um outro alguém em você. Mais mentiras, você não tem nem coração, quem dirá uma alma.

segunda-feira, 26 de julho de 2004

A sapatilha de ballet

 A sapatilha de ballet



Completo hoje 46 anos de idade, ainda me lembro do meu aniversário de 5 anos, aquele em que ganhei uma caixa branca com laço cor-de-rosa, era minha primeira sapatilha de ballet. Foi tia Graça quem me deu, havia me matriculado no curso de ballet.

Foi ali que começou toda a minha trajetória na dança, foi pela dança que viajei pelo mundo todo. Conheci meu primeiro marido, meu primeiro amante, tive minha primeira desilusão amorosa.

Fui aplaudida de pé por nobres e famosos, mas fui acometida por um mal, recuso-me a dizer o nome desta doença que faz o mundo rodar e escurecer, e faz com que eu perca os sentidos durante a dança. Minha carreira acabou!

Gostaria que tia Graça ainda estivesse viva, para me presentear com a sapatilha de ballet, e eu voltar à ser aplaudida como a graciosa bailarina que eu fui.

sexta-feira, 23 de julho de 2004

A lágrima

A lágrima
 


Oh, pequena! Dói-me ver-te com teu olhar triste. Procuro por aquele brilho que hipnotizava no teu olhar, mas está apagado.

Dizem que homem não chora, mas chorei no dia que te perguntei o que tinhas, e não respondeste, direcionou-me teu olhar tristonho, e no canto do teu olho vi aquela pequena lágrima em forma de pérola nascer, e traçar uma trilha no teu rosto, não resisti a apará-la antes que gotejasse do teu queixo.

Tu correste para longe, deixando-me com tua lágrima aparada em meu dedo, elevado no ar, como se eu pudesse aparar tua dor, e elevar teu ânimo.

Mas, intimamente, eu sabia que não podia, embora desejasse tirar de ti toda a dor, só para ver o brilho do teu olhar novamente.

terça-feira, 20 de julho de 2004

Desfeitos um para o outro

Desfeitos um para o outro


 
Ele um pouco mais de 1,90 m.
Ela um pouco mais de 1,60 m.
Ele pessimista.
Ela otimista.
Ele abusado sexualmente no início da adolescência pelo pai.
Ela, em sua indolência, abandonada pelo pai.
Ele sentindo-se culpado pelo abuso sofrido.
Ela sentindo-se culpada pelo abandono ocorrido.
Ele expiando sua culpa através do sexo bizarro.
Ela expiando sua culpa tentando resgatá-lo.
Ele desejando sexualmente sua mãe.
Ela precisando do carinho de sua mãe.
Ele suplicando por humilhação.
Ela dando-lhe o coração.
Ele é bom, mas não quer acreditar nisso.
Ela tenta fazer disso seu compromisso.
Ele sabe que ela pode salvá-lo.
Ela sabe que pode amá-lo.
Ele não quer ser salvo ou amado.
Ela desiste após vê-lo frustrado.  
  


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